quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tentative

"Entre
Ce que je pense,
Ce que je veux dire,
Ce que je crois dire,
Ce que je dis,
Ce que vous avez envie d'entendre,
Ce que vous croyez entendre,
Ce que vous entendez, 
Ce que vous avez envie de comprendre,
Ce que vous comprenez, 
Il y a dix possibilités qu'on ait des difficultés à communiquer,
Mais essayons quand même..."

In: Encyclopédie du savoir relatif et absolu (Edmond Wells)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Vai passar, baby, vai passar


O estranho é não poder ajudar.
Você conhece a pessoa, conhece o problema, e vive, isto é, tem uma ideia de como a vida se desenrola.
Por outro lado, sabe também que isso é de cada um, e que realmente enquanto a sensação não some, não adianta explicar, mostrar exemplo, desenhar... Só serve abraçar. Mas...
Mas você esta a dez mil quilômetros dele. Não estou brincando, são dez mil quilômetros (Ok, talvez nove mil e quinhentos, mas longe, muito longe, e eu não tenho American Express Card).
Então, não tem abraço. E as palavras, são tão insuficientes e vazias. Mas vou tentar de todo modo.
Assim, eu peço: lembra. Lembra que a vida muda todos os dias.
Lembra de todas as suas qualidades. Lembra que seus defeitos são tão escondidinhos que não ofuscam sua capacidade e seu brilho.
Lembra da sensação gostosa que vem quando a gente consegue vencer um obstáculo, conquistar um objetivo.
Lembra que o tempo é o tempo, ele passa, mas passa diferente para cada um de nós nesse mundo.
Lembra que comparações são as piores coisas que existem, pois nunca são completas, e que cada um tem um contexto, um objetivo, e que nunca dá para ser igual.
Lembra de todas as pessoas que todos os dias você faz sorrir. E lembra que uma delas sou eu, mesmo estando tão longe.
Lembra de como você é importante. Como você faz a diferença cada vez que acorda, cada vez que manda uma mensagem, que entra no trabalho, que volta para casa.
Lembra de como você é amado. Por um monte de gente, mas sobretudo por mim.
E lembra que eu já me senti assim também, e que nesse momento você apareceu e tudo mudou.
Vai passar, baby, vai passar.

*****
E em praticamente 12 dias estaremos juntos novamente S2

*****

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Brinde ao novo



Lembrar-se do passado.
Resgatar o passado.
Buscar pessoas que já passaram pela sua vida.
Voltar aos lugares onde já viveu.
Incompreensível. O mundo é tão grande!
Há tantos lugares.
Há tantas pessoas.
Por que sempre as mesmas, por que sempre os mesmos?
Isso, definitivamente, não é para mim.
Na minha vida, as coisas que ficam são presentes.
Se passaram, abriram lugar para o novo.
E o novo veio. Ele sempre vem.
As tentativas acontecem.
Por um tempo você tenta. Por mais tempo, os outros tentam.
Mas não dá, aquele espaço já era.
Fica a saudade, às vezes, mas nunca a falta.
As lembranças se bastam. As lembranças me bastam.
Pois a volta ao passado pode mostrar que nada mudou. Mas eu mudei.
E a volta ao passado também revela lados obscuros.
Não os quero. Já tenho minhas obscuridades.
O mundo é grande!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Universitários pós-modernos


Quem dá aulas, acredito, quer sempre ver o melhor de seus alunos.
Quer vê-los entender o que você está passando. Quer vê-lo utilizar esse conhecimento na sua vida, no seu trabalho, com sucesso. 
Sempre acreditei na parceria, no bate-papo, na troca mesmo, entre alunos e professores. E sempre acreditei nisso com tranquilidade, porque sou professora universitária. Talvez, se meu público fosse escolar, eu sentisse necessidade de uma maior imposição. Talvez.
Por outro lado, entendo que as disciplinas pelas quais sou responsável, integram um conjunto maior. Então eu contribuo com uma parte de cursos de graduação e pós-graduação. E ser uma parte de um conjunto maior significa que haverá, entre seus alunos aqueles com afinidade com a minha matéria, e outros não. E que o fato de parte deles não ser bem sucedida na minha disciplina não invalida, em nenhum momento, sua competência em outras matérias do mesmo curso.
De todo modo, há um investimento por parte dos alunos. De dinheiro, de tempo, de fôlego. Acredito que estão lá para saírem mais complementados.
Então não consigo acreditar quando, em graduação e pós-graduação, encaro situações como:
  • Não testar um software apresentado. Somos graduação e/ou pós-graduação. Mamãe/Papai não te obrigam mais a estar aqui, portanto aproveite sua liberdade de estudo e estude.
  • Vir com desculpas, do tipo:
    • Minha formação é outra. Mas você está aqui para aprender, correto?
    • Não leio inglês/espanhol. Graduação/Pós-graduação, certo? Uma dessas línguas você tem noção, os textos são técnicos, há google tradutor, tradukka e boa vontade. Peçam ajuda, mas não deixem de tentar.
    • Não fiz porque não consigo baixar o arquivo. Graduação/Pós-graduação, certo? Peça os arquivos por outro modo, mas não me enrole.
  • Não aceitar que comete erros, mesmo sendo as aulas o melhor local para isso acontecer (ou você prefere errar com seu chefe ou seu cliente?). Deixa a profa ajudar, ela está aqui para isso.
  • Passar uma aula com questões, mas fazê-las após o término da aula ou por e-mail somente. Isso priva o grupo do debate, e vale a máxima: “A sua dúvida pode ser a mesma dos outros”.
  • Não conseguir montar grupos com os colegas. Quer que a tia pegue na mãozinha e junte?
  • Reclamar de um membro do grupo para a professora. Queridos, eu recebo trabalhos, não faço terapia. Vou dar a nota para os membros constantes do trabalho entregue. Se alguém não trabalhou, não coloquem o nome do sujeito no trabalho. Resolvam!
  • Achei que a data e a forma de entrega eram outros. Não sei dos demais professores, mas eu, na primeira aula já entrego cronograma de datas e digo qual o formato. Entregou depois é nota menor ou zero. Sem discussão. Graduação/Pós-graduação, lembra?
  • Eu já conheço tema, não preciso fazer os exercícios. HAHAHAH. Pessoal, todos que me disseram isso e tentaram fazer os exercícios erraram coisas ou fizeram o trabalho final mal feito. Sem exceção. A prática leva à perfeição, portanto, se você já conhece o assunto, mais um motivo para treiná-lo.
Com situações como essas, eu me pergunto: será possível o debate ou terei que, ainda na faculdade agir como professora do Jardim da Infância? Será que não dá para ter maturidade?

*****

Amiguinhos, é evidente que nem sempre é assim. No entanto, tenho percebido um certo retrocesso no quesito maturidade, independentemente da idade, e do local onde ensino.  É culpa do Google? Do Facebook? Dos EUA? Da Dilma?
Por favor, se você está estudando, aproveite esse momento, aproveite seus colegas, aproveite seu professor. Faça valar a pena cada minuto e centavo investidos. Nós, professores, estamos aqui para isso: para responder dúvidas, para trocar ideias, para trabalhar em grupo.
Se você percebeu que não era bem o que queria, converse logo. Aulas podem ser mudadas, para melhor lhe atender, há sugestões de transferências. Não espere passar e depois sentir que não aproveitou.
E acima de tudo, eu escolhi ser professora universitária. Esforço todo dia para me aprimorar. Não me façam me sentir como a tia do jardim da infância. Não levo jeito.

*****

Hey kids, don't leave the teacher alone! ;)


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Leve Força



Forte
Fortaleza
Sim, você é forte
Resolve tudo por si
Não precisa de ninguém
E ninguém se incomoda, pois você da conta.
Mas não é o resolver que importa.
É perceber o principal e mesmo a coisa sem importância, as pequenas coisas.
Porque são essas coisas que realmente importam.
E para essas, não é a força que vale.
E nem é a importância.
É todo o resto.
É o nada.
Não forte.
Leve.
Sorry.

*****
Sim, eu valorizo cada minuto, cada esforço, cada passeio, cada ajuda.
Sobretudo a loucura, a diferença e autenticidade.
Eu não preciso; eu gosto, eu quero.
E eu quero sempre mais. Mesmo.

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Duas músicas martelam minha cabeça:
Enjoy

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Amor (Secos & Molhados)

Leve, como leve pluma
Muito leve, leve pousa.
Muito leve, leve pousa.

Na simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma
Suave coisa nenhuma.

Sombra, silêncio ou espuma.
Nuvem azul
Que arrefece.

Simples e suave coisa
Suave coisa nenhuma.
Que em mim amadurece

segunda-feira, 29 de abril de 2013

O público, o privado e as redes sociais ou que a internet fez com nossas vidas?


Sim, eu adoro internet e todas as possibilidades que ela oferece de acesso à informação. Só o fato de eu poder falar com pessoas e resolver pendências sem uma ligação telefônica já seriam motivos suficientes para eu não querer viver desplugada.
Como pesquisadora e professora, ter acesso a conteúdos sem ter de ir à biblioteca ou à banca de jornal também me faz mais feliz.
Mas aí tem as redes sociais. Bacana. Ótimo meio de manter contatos profissionais, familiares, amigos... Um ótimo meio para troca de informações, em todos os âmbitos. E nessa você cria um blog, contas no twitter, no linkedin, no facebook, etc.
Eu costumava dizer, que além dos mexericos e espionagens, característicos das redes sociais, a parte mais chata da internet era a falta de senso privado. Mas até então, eu tinha a seguinte definição para o meu senso privado, uma coisa relativa a espaço/tempo: aquela história de você não ter mais limites determinados para trabalho, estudo ou lazer, e acabar fazendo tudo ao mesmo, ou dando mais tempo para uma dessas coisas, geralmente ao trabalho.
Isto é, antes para resolver uma pendência do seu trabalho, você deveria estar no seu local de trabalho. Ao bater o cartão e deixar o recinto, a pendência teria de esperar o seu retorno. Hoje, com email, você vê no domingo a tarde toda a confusão antes da segunda-feira. Nem preciso dizer que isso contribui, e muito, para o aumento da ansiedade das nações. Talvez somente os médicos conhecessem essa realidade, ao terem seu bips sempre tocando durante seus momentos privados.
Mas devido a fatos mais recentes, meu conceito de senso privado foi ampliado. Agora, além da questão espaço/tempo, as redes sociais também passaram a ter seu caráter público e privado. Entao, por exemplo, twitter em geral é publico. Você pode me seguir, mesmo que eu não idéia de quem você seja – existem mecanismos de bloqueio, mas não tão evidentes como no facebook. Então, no meu twitter menos de mim e mais do mundo. O linkedin, minha faceta profissional, que aparece para todos, e com mais detalhes para aqueles da minha rede. E o facebook, ah, o facebook. Local, onde o mundo, o profissional, e o pessoal, se cruzam meio que sem limites. E sim, as pessoas querem saber quem você é quando tira o uniforme. E querem ser seus contatos no facebook.
Mas uma vez que eu te aceito no facebook, eu digo: sim, você pode ver um pouco mais do meu lado pessoal, mas tem o compromisso de manter isso aqui dentro, aqui no facebook. E dessa forma, fotos, links e postagens em geral podem ser curtidas, comentadas e compartilhadas. Mas dentro do facebook apenas, e em geral entre seus contatos. Tanto é que quem não é meu contato, ao acessar meu perfil, pouco verá. Duas fotos (a do perfil e a de capa), e duas ou três postagens que fiz questão de deixar abertas ao público.
Ou seja, o conteúdo do meu facebook é privado, meus contatos têm o direito de ver o que coloco, mas têm também o dever de manter essas informações, sobretudo as pessoais, dentro do facebook mesmo.
E qual não foi minha surpresa, na ocasião de uma entrevista, em que me foi comunicado que uma foto minha do facebook havia sido escolhida para ilustrar a tal matéria. Isso mesmo, que uma foto privada, acessível por uma das pessoas responsáveis que por acaso estava (não está mais) entre meus contatos, iria para outro ambiente. Seria deslocada do seu âmbito privado, para o âmbito público, sem o meu consentimento. Detalhe, a entrevista foi dada por email, não pela rede social. Fiquei sem acessar o facebook alguns dias e se passasse mais um dia sem acesso, a foto teria ido ao ar, e eu a um advogado.
Daí vem a discussão: está na internet é público?
Claro que não. Não vou entrar no mérito dos direitos autorais e de propriedade aqui, muitas vezes não respeitados e confundidos com direitos editoriais. Mas sim, a internet possui camadas virtuais de permissão, e nem tudo é público. Que tal uma reflexão para podermos respeitarmo-nos uns ao outros?  Tanto que se meus conteúdos do facebook fossem públicos, eu aceitaria qualquer pessoa como contato, e mais, deixaria públicas, e não apenas visíveis para meus contatos, todas as postagens que faço por lá.
Bem é isso – devemos ter cuidado com que postamos, e como postamos. Mas devemos sobretudo ter respeito pelos conteúdos postados pelos outros, e avaliar as conseqüências que o uso e o não uso da internet e das redes sociais pode acarretar às nossas vidas.
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Aliás, por conta da divulgação da mesma entrevista, fiquei chocada com o número de colegas de profissão (professores e bibliotecários) que não acessam o twitter como fonte de informação.
Um pouco antes de publicar este texto recebo o link da entrevista de Giseli Aguiar sobre bibliotecários e redes sociais. Muito a calhar : http://www.usp.br/agen/?p=136090
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A propósito, nem fiquei sabendo qual foi a foto que tentaram usar do meu facebook... Consegui a tempo parar o processo, mas a curiosidade ficou.